Apresentação
A incorporação do novo prédio à estrutura do Colégio Técnico de Campinas representa uma oportunidade histórica para o COTUCA. Mais do que ampliar a área física disponível, o novo prédio permite repensar a organização dos espaços, redistribuir atividades, qualificar ambientes existentes e criar novas possibilidades para o ensino, a pesquisa, a extensão, a convivência e o trabalho.
O desafio da gestão 2026–2030 será transformar essa expansão física em expansão das possibilidades educacionais e institucionais do COTUCA.
O Plano de Infraestrutura parte, portanto, de uma concepção de que os ambientes não são apenas locais onde as atividades acontecem. Eles constituem parte do processo educativo. O Plano de Ensino já estabelece que o espaço escolar deve ser compreendido como elemento pedagógico, propondo ambientes mais inclusivos, flexíveis, colaborativos e adequados às metodologias contemporâneas.
A infraestrutura deverá, portanto, responder a três grandes perguntas: Que COTUCA queremos construir? Que ambientes são necessários para esse projeto institucional? Como utilizar e conceber novos espaçõs para ampliar as oportunidades de aprender, pesquisar, criar, conviver e transformar?
Princípio orientador
“Espaços que acolhem, ensinam, conectam e transformam.” A gestão da infraestrutura será orientada pelos seguintes princípios:
Infraestrutura a serviço da missão institucional
Os espaços devem responder às necessidades do projeto educacional do COTUCA.
Estudante no centro
Os ambientes devem considerar diferentes formas de aprender, estudar, conviver e participar.
Flexibilidade
Os espaços devem permitir diferentes configurações e usos.
Integração
A infraestrutura deve aproximar Ensino, Pesquisa, Extensão e Gestão.
Acolhimento e pertencimento
A escola deve oferecer ambientes nos quais os estudantes e trabalhadores se sintam acolhidos e pertencentes.
Inclusão e acessibilidade
Acessibilidade física, comunicacional, tecnológica e pedagógica deverá estar incorporada ao planejamento.
Inovação
Os ambientes devem possibilitar experimentação, colaboração, criatividade e novas metodologias.
Sustentabilidade
As decisões de infraestrutura devem considerar eficiência energética, uso racional de recursos e responsabilidade ambiental.
Segurança
Segurança, prevenção e condições adequadas de funcionamento constituem prioridade permanente.
Planejamento participativo
A comunidade deverá participar da definição dos usos e prioridades dos espaços.
Objetivo geral
Elaborar e implementar uma política integrada de infraestrutura para o COTUCA, aproveitando a incorporação do novo prédio para reestruturar, qualificar e integrar os ambientes existentes e novos, criando condições adequadas para o ensino, a pesquisa, a extensão, a permanência estudantil, o bem-estar, a inovação e o trabalho.
Objetivos específicos
- Reorganizar os ambientes existentes.
- Identificar sobreposições, deficiências e novas necessidades.
- Qualificar salas de aula, laboratórios e oficinas.
- Criar novos espaços de estudo e convivência.
- Ampliar espaços destinados à pesquisa e extensão.
- Criar ambientes de inovação e trabalho colaborativo.
- Melhorar a acessibilidade.
- Melhorar o conforto térmico, acústico e luminoso.
- Atualizar mobiliário e equipamentos.
- Ampliar conectividade e infraestrutura tecnológica.
- Fortalecer a segurança dos ambientes.
- Implantar política de manutenção preventiva.
- Incorporar critérios de sustentabilidade.
- Integrar infraestrutura física e planejamento pedagógico.
Eixos estratégicos e diagnóstico inicial
O Plano será estruturado em oito eixos:
- EIXO 1 – Reestruturação dos Ambientes Existentes
- EIXO 2 – Ambientes de Ensino, Pesquisa e Extensão
- EIXO 3 – Espaços de Permanência, Convivência e Bem-Estar
- EIXO 4 – Inovação, Tecnologia e Novos Ambientes de Aprendizagem
- EIXO 5 – Acessibilidade, Segurança e Sustentabilidade
- EIXO 6 – Mobiliário, Equipamentos e Manutenção
- EIXO 7 – Gestão Participativa e Avaliação dos Espaços
1. Diagnóstico físico-funcional
Realizar levantamento completo:
- áreas disponíveis;
- salas;
- laboratórios;
- oficinas;
- áreas administrativas;
- circulação;
- sanitários;
- acessibilidade;
- instalações elétricas;
- rede de dados;
- climatização;
- iluminação;
- acústica;
- mobiliário;
- segurança.
2. Mapeamento das necessidades
Ouvir:
- estudantes;
- docentes;
- departamentos;
- servidores técnico-administrativos;
- coordenações;
- áreas de Ensino;
- Pesquisa;
- Extensão;
- Gestão.
3. Plano Diretor de Ocupação
Elaborar mapa integrado dos ambientes existentes e do novo prédio. O planejamento deverá responder:
- Onde ensinar?
- Onde pesquisar?
- Onde desenvolver projetos?
- Onde atender estudantes?
- Onde estudar?
- Onde conviver?
- Onde trabalhar?
- Onde criar?
- Onde realizar eventos?
- Onde receber a comunidade externa?
4. Ocupação por vocação
Sempre que possível, cada ambiente deverá possuir uma função principal, mas permitir usos complementares e compartilhados.
Eixo 1 — Reestruturação dos Ambientes Existentes
A incorporação do novo prédio cria uma oportunidade para reavaliar a utilização dos espaços atuais. Não se propõe apenas reformar ambientes isoladamente, mas pensar a infraestrutura como um sistema integrado. É necessário construir um Plano Diretor de Ocupação do COTUCA, considerando conjuntamente o novo prédio e a estrutura existente.
- Definir a vocação dos diferentes ambientes.
- Distribuir atividades de forma racional.
- Evitar ocupações improvisadas.
- Aproveitar melhor os espaços existentes.
- Criar possibilidades de expansão futura.
- Qualificar ambientes antigos.
- Criar novas possibilidades de uso.
1. Diagnóstico ambiente por ambiente
Classificar cada espaço considerando:
- estado físico;
- adequação pedagógica;
- capacidade;
- acessibilidade;
- conforto;
- tecnologia;
- segurança;
- utilização;
- potencial de transformação.
2. Matriz de prioridades
- instalações;
- acessibilidade;
- prevenção de riscos;
- manutenção.
- mobiliário;
- iluminação;
- acústica;
- climatização;
- conectividade;
- recursos pedagógicos.
- novos usos;
- ambientes flexíveis;
- inovação;
- integração entre áreas.
3. Plano Diretor de Ocupação
Elaborar mapa integrado dos ambientes existentes e do novo prédio.
O planejamento deverá responder:
- Onde ensinar?
- Onde pesquisar?
- Onde desenvolver projetos?
- Onde atender estudantes?
- Onde estudar?
- Onde conviver?
- Onde trabalhar?
- Onde criar?
- Onde realizar eventos?
- Onde receber a comunidade externa?
4. Ocupação por vocação
Sempre que possível, cada ambiente deverá possuir uma função principal, mas permitir usos complementares e compartilhados.
Eixo 2 — Ambientes de Ensino, Pesquisa e Extensão
A infraestrutura deverá apoiar diretamente a integração entre as três dimensões da missão acadêmica do COTUCA. O Plano de Pesquisa e Extensão prevê ambientes que favoreçam investigação, experimentação, criatividade, colaboração, prototipagem e interdisciplinaridade.
1. Salas de aula flexíveis
Sempre que possível:
- mobiliário móvel;
- diferentes configurações;
- trabalho em grupos;
- recursos multimídia;
- conectividade;
- espaços para colaboração.
2. Laboratórios
Planejar:
- atualização;
- segurança;
- manutenção;
- equipamentos;
- armazenamento;
- integração curricular.
3. Oficinas
Fortalecer espaços para:
- práticas técnicas;
- experimentação;
- prototipagem;
- projetos interdisciplinares.
4. Espaços de pesquisa
Criar ambientes destinados a:
- iniciação científica;
- projetos de docentes;
- grupos de estudantes;
- análise de dados;
- produção científica;
- orientação.
5. Espaços de extensão
Criar ambientes para:
- oficinas;
- cursos;
- projetos comunitários;
- atendimento;
- atividades com escolas públicas;
- divulgação científica.
Eixo 3 — Espaços de Permanência, Convivência e Bem-Estar
A infraestrutura deverá contribuir diretamente para a permanência estudantil. O Plano de Ensino propõe ampliar espaços de estudo, convivência, tutoria, mentoria e projetos interdisciplinares.
- Criar espaços de pertencimento.
- Ampliar possibilidades de estudo.
- Oferecer ambientes de convivência.
- Apoiar estudantes que permanecem na escola por períodos prolongados.
1. Espaços de estudo individual
Ambientes silenciosos e adequados à concentração.
2. Espaços de estudo coletivo
Mesas e recursos para trabalho em grupo.
3. Espaço de mentoria e tutoria
Ambiente reservado para acompanhamento de estudantes.
4. Espaço de convivência
Local destinado à interação, descanso e socialização.
5. Espaço de acolhimento
Ambiente mais reservado para escuta e atendimento, respeitando as atribuições dos serviços especializados.
6. Espaços culturais
Ambientes que possam receber:
- exposições;
- apresentações;
- encontros;
- atividades culturais;
- mostras.
Eixo 4 — Inovação, Tecnologia e Novos Ambientes de Aprendizagem
As novas áreas devem também servir como oportunidade para criar ambientes que atualmente não existem ou que são insuficientes. O Plano de Pesquisa e Extensão já prevê a possibilidade de fortalecimento de espaços maker, prototipagem, robótica, fabricação digital, eletrônica e programação.
1. Espaço Maker
Para:
- prototipagem;
- fabricação digital;
- eletrônica;
- robótica;
- programação.
2. Laboratório de inovação
Ambiente para projetos interdisciplinares.
3. Espaço de projetos
Ambiente compartilhado para equipes desenvolverem trabalhos.
4. Estúdio de comunicação e divulgação científica
Possibilidade de produção de:
- vídeos;
- podcasts;
- materiais educativos;
- divulgação científica.
5. Espaço de aprendizagem colaborativa
Ambiente para metodologias ativas e projetos.
6. Ambiente tecnológico compartilhado
Para utilização por diferentes departamentos.
Eixo 5 — Acessibilidade, Segurança e Sustentabilidade
A adequação dos espaços deverá ser concebido e ocupado considerando acessibilidade e sustentabilidade desde o planejamento.
Acessibilidade
Mapear:
- barreiras arquitetônicas;
- comunicação;
- sinalização;
- circulação;
- mobiliário;
- tecnologia;
- acesso aos serviços.
Segurança
Garantir:
- rotas de emergência;
- sinalização;
- equipamentos adequados;
- segurança de laboratórios;
- instalações adequadas;
- protocolos de emergência.
Sustentabilidade
Priorizar:
- iluminação eficiente;
- ventilação adequada;
- redução do consumo energético;
- uso racional da água;
- gestão de resíduos;
- materiais sustentáveis;
- aproveitamento dos recursos naturais quando tecnicamente possível.
Eixo 6 — Mobiliário, Equipamentos e Manutenção
A reorganização dos ambientes deverá ser acompanhada por uma política de mobiliário, equipamentos e manutenção.
- Evitar espaços reformados sem equipamentos adequados.
- Padronizar soluções quando conveniente.
- Reduzir custos de manutenção.
- Aumentar a vida útil dos equipamentos.
1. Plano de mobiliário
Definir critérios para:
- ergonomia;
- flexibilidade;
- acessibilidade;
- durabilidade;
- adequação pedagógica.
2. Plano de equipamentos
Relacionar cada ambiente às necessidades específicas.
3. Inventário integrado
Mapear equipamentos existentes e possibilidades de redistribuição.
4. Manutenção preventiva
Estabelecer cronograma para:
- instalações;
- equipamentos;
- mobiliário;
- laboratórios;
- sistemas tecnológicos.
5. Gestão compartilhada
Equipamentos de uso interdisciplinar deverão possuir regras claras de utilização, manutenção e responsabilidade.
Eixo 7 — Gestão Participativa e Avaliação dos Espaços
A comunidade deve participar da transformação dos ambientes.
1. Comissão de Infraestrutura
Criar grupo permanente envolvendo:
- Direção Administrativa;
- Ensino;
- Pesquisa;
- Extensão;
- Gestão Administrativa;
- Gestão de Pessoas;
- departamentos;
- docentes;
- servidores;
- estudantes.
2. Escuta dos usuários
Realizar consultas sobre:
- salas;
- laboratórios;
- espaços de estudo;
- convivência;
- mobiliário;
- conforto;
- acessibilidade.
3. Avaliação pós-ocupação
Todo ambiente reformado ou criado deverá ser avaliado após sua utilização. Perguntas orientadoras:
- O espaço atende à finalidade prevista?
- É utilizado adequadamente?
- Os usuários estão satisfeitos?
- Existem problemas de funcionamento?
- O ambiente favorece a aprendizagem e colaboração?
- Que melhorias são necessárias?
Programa prioritário — Espaços que Ensinam
COTUCA – ESPAÇOS QUE ENSINAM
Propõe-se a criação de um programa transversal que integre a transformação dos ambientes do COTUCA.
DIAGNOSTICAR
Conhecer os espaços e suas necessidades.
PLANEJAR
Definir prioridades e vocações.
REESTRUTURAR
Qualificar os ambientes existentes.
OCUPAR
Utilizar estrategicamente o novo prédio.
INOVAR
Criar novos ambientes de aprendizagem.
AVALIAR
Ouvir os usuários e aperfeiçoar continuamente.
Um novo prédio, um novo COTUCA
A incorporação do novo prédio deve ser compreendida como oportunidade para uma reorganização institucional mais ampla. A proposta não é simplesmente distribuir setores entre dois prédios.
É construir uma nova lógica espacial para o COTUCA. O novo prédio permite concentrar ou abrigar novos espaços, conforme os estudos de viabilidade:
- novos ambientes pedagógicos;
- laboratórios;
- espaços de inovação;
- pesquisa;
- extensão;
- salas flexíveis;
- espaços de estudo;
- ambientes de convivência;
- atendimento e apoio;
- projetos interdisciplinares;
- espaços administrativos;
- ambientes de formação.
A definição final deverá resultar do diagnóstico e do processo participativo, e não de uma distribuição prévia sem análise das necessidades.
Plano de Reestruturação dos Ambientes
Propõe-se organizar a transformação física em quatro etapas.
ETAPA 1 – DIAGNÓSTICO
1º semestre
- levantamento físico;
- levantamento funcional;
- levantamento pedagógico;
- levantamento tecnológico;
- levantamento de acessibilidade;
- levantamento de segurança;
- escuta da comunidade.
ETAPA 2 – PLANEJAMENTO
1º ano
Elaboração do: Plano Diretor de Infraestrutura e Ocupação do COTUCA Contendo:
- mapa dos ambientes;
- vocação dos espaços;
- prioridades;
- cronograma;
- estimativa de investimentos;
- fontes de recursos;
- responsáveis.
ETAPA 3 – IMPLEMENTAÇÃO
2º e 3º anos
- ocupação planejada do novo prédio;
- reformas prioritárias;
- criação de novos ambientes;
- atualização de laboratórios;
- melhoria dos espaços de convivência;
- implantação de espaços de inovação.
ETAPA 4 – CONSOLIDAÇÃO
4º ano
- avaliação dos ambientes;
- correções;
- manutenção;
- avaliação de utilização;
- institucionalização das soluções;
- planejamento do próximo ciclo.
Governança
A implementação deverá ser coordenada pela Direção Geral e Administrativa do COTUCA, em articulação com:
- Gestão Administrativa;
- Área de Ensino;
- Área de Pesquisa e Extensão;
- Gestão de Pessoas;
- departamentos;
- docentes;
- servidores técnico-administrativos;
- representação estudantil;
- comissões;
- setores da UNICAMP relacionados à infraestrutura;
- comunidade escolar.
A gestão deverá evitar decisões isoladas e promover integração entre necessidade pedagógica, viabilidade técnica e disponibilidade orçamentária.
Compromissos da gestão
1. O espaço também ensina
A infraestrutura será compreendida como parte do projeto pedagógico.
2. O novo prédio será uma oportunidade de transformação
A expansão física deverá produzir novas possibilidades educacionais e institucionais.
3. Nenhum espaço será planejado sem finalidade
Cada intervenção deverá responder a uma necessidade identificada.
4. Primeiro segurança e acessibilidade
Condições básicas de funcionamento constituem prioridade.
5. Ambientes devem ser flexíveis
Sempre que possível, os espaços deverão permitir diferentes usos.
6. Estudantes devem participar
A percepção dos usuários será parte do planejamento.
7. Manutenção é investimento
A manutenção preventiva deverá ser tratada como estratégia de preservação do patrimônio público.
8. Infraestrutura deve integrar pessoas
Os espaços devem favorecer encontro, colaboração, pertencimento e trabalho coletivo.
Articulação com os demais planos de gestão
O Plano de Infraestrutura será transversal aos demais planos.
ENSINO
Ambientes adequados → melhores condições de aprendizagem.
PESQUISA
Laboratórios e espaços de inovação → mais oportunidades de investigação.
EXTENSÃO
Ambientes adequados → maior capacidade de interação com a comunidade.
GESTÃO DE PESSOAS
Ambientes seguros, acessíveis e confortáveis → melhores condições de trabalho.
GESTÃO ADMINISTRATIVA
Planejamento de infraestrutura → melhor utilização dos recursos públicos.
PERMANÊNCIA
Espaços de estudo, convivência e acolhimento → maior pertencimento.
SAÚDE E BEM-ESTAR
Ambientes adequados → melhores condições de convivência e qualidade de vida.
Considerações finais
A incorporação de um novo prédio representa uma oportunidade que ultrapassa a ampliação física do COTUCA. É uma oportunidade para reimaginar a escola. O desafio da gestão 2026–2030 será utilizar essa nova estrutura para enfrentar problemas existentes, qualificar os ambientes atuais e criar espaços que respondam às novas necessidades da educação técnica.
O COTUCA deve ser uma escola na qual:
- a sala de aula favoreça diferentes formas de aprender;
- o laboratório estimule a investigação;
- a oficina permita criar e experimentar;
- o espaço de estudo favoreça a permanência;
- o ambiente de convivência fortaleça vínculos;
- o espaço de inovação estimule projetos;
- a infraestrutura tecnológica conecte pessoas e conhecimentos;
- e cada ambiente contribua para que o estudante possa aprender, participar e pertencer.
A expansão física deve, portanto, ser acompanhada por uma expansão das possibilidades educativas. O novo prédio não deve ser apenas mais um espaço do COTUCA. Deve ser parte da construção de um novo COTUCA.